Consultoria, que cara é essa? é a pergunta que não quer calar

11 de maio de 2017

 

É a pergunta que não quer calar. De uma hora para outra,  a consultoria serve para designar  prestadores de serviços espetacularmente remunerados.
Ora, num mercado estimado em 30 mil consultores, concorrido,  titular de honorários de consultoria as altas somas reveladas é para quem não é do ramo, não é contratante,  não teve ou não quer ter acesso aos valores dos honorários  e à pesquisa Perfil das Empresas de  Consultoria no Brasil 2014 a 2016 ( www.abco.org.br e www.laboratoriodaconsultoria.com.br).

Para clarear é só recorrer a M. Kurb,  no livro Consultoria- um guia para a profissão “Um indivíduo se torna consultor de organização, na acepção ampla da palavra, quando acumula considerável conhecimento de inúmeras situações e problemas organizacionais e quando adquire aquelas habilidades necessárias à resolução de problemas – identificar problemas, buscar e encontrar informações relevantes, analisar e sintetizar, escolher entre as alternativas de solução, comunicar-se com as pessoas e assim por diante.” e  mais, se preciso fosse, dizemos nós: a Consultoria serve para  ajudar (i) na identificação, análise, interpretação do real problema (ii) na elaboração, com o Cliente, do Diagnóstico, (iii) na criação de alternativas de solução , (iv) no apoio à implantação e (v) na prospecção de ameaças e  oportunidades não percebidas ou abafadas pelo dia a dia corporativo, (vi) na busca pela inovação, (vii) pela boa governança e integridade e os necessários olhares acerca do gerenciamento ecológico.

Ademais, é atividade que exige dedicação exclusiva ou  predominante sobre, por exemplo, pesquisa, academia, na qual há um lastro de múltiplas competências e experiências,  oferece alternância de clientes, possibilita não aceitar cliente sem ética, controle do próprio “relógio do ponto”, exige  confidencialidade absoluta e, mais, possibilita “despedir” o cliente. Além disso,  com trabalhos em períodos com e sem crises,  projetos/ trabalhos temporâneos,  problemas e clientes alternados,  não há tédio e nem prazo de validade. Assim, não compreendo as fisionomias agastadas dos apontados como consultores e dos “contratantes”.

Luiz Affonso Romano é consultor, CEO do Laboratório da Consultoria e, atualmente, presidente da ABCO Associação Brasileira de Consultores

 Ouvimos por aí nº 60, junho 2015 Atualizado em maio 2017 para o Ouvimos por aí nº 84.

 

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3 Comments

  1. Luiz Affonso Romano · 21 de fevereiro de 2016 Reply

    No passado recente, na década de sessenta/setenta, os intermediários de negócios escusos, das propinas, atravessadores, eram também conhecidos como zangões…

  2. Profile photo of Luiz Affonso Romano
    Luiz Affonso Romano · 30 de julho de 2015 Reply

    Em setembro o Perfil da Consultoria no Brasil 2015.

  3. Luiz Affonso Romano · 29 de junho de 2015 Reply

    Não dá para admitir que por pressa muitos atribuam os malfeitos de corruptos- sejam intermediários, atravessadores, lobistas- a consultores.
    Por que não apuram, por exemplo:
    -o que o consultor (não) faz, como (não) faz?
    -quais são as principais virtudes de um consultor?
    -qual o valor mediano da hora de consultoria no país e comparamos com os valores da “consultoria” revelados nos escândalos pelos meios de comunicação?
    Uma boa fonte: http://www.laboratoriodaconsultoria.com.br Perfil da Consultoria 2014
    Luiz Affonso Romano
    Consultor

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