Consultor, ética também é área de atuação.

1 de abril de 2017

O cidadão não se satisfaz com o voto que coloca nas urnas. Anseia por bem mais- depois de passar 25 anos sem que soubesse dos malfeitos cometidos no negrume do regime e outros tantos, até há pouco, crendo que o País adolescente não o enganaria mais com os cruzados dos planos e da tapeação-,  quer  ele agora, diante da severa crise- por econômica, politica, ambiental, ética, agravada pela acelerada automação que destroi empregos-, além de ir pra rua, de forma ousada e firme, ter olhos, voz, ouvidos e sApps para questionar  transações e atividades ilegais ou de Ética duvidosa dos três poderes, de empresas industriais, comerciais e de serviços, concessionárias, consultorias, fundos de pensão, auditorias, reguladoras, federações, sindicatos, conselhos, mídias, instituições financeiras, educacionais, planos de saúde, entre outras tantas. Quer o Brasil sem os amorais.

Quer mais. Quer saber como são constituídos os conselhos de administração, consultivo, ser ouvido pelos gestores, conhecer como são escolhidos os fornecedores e contratados os serviços, o porquê de tantos impostos,  como a empresa é auditada e como é fabricado o produto que vende e prestado o serviço que propõe. Afinal, diz ele, “estou envolvido, faço parte”.

Estão os governos, empresas, entidades de classe,  preparadas para os novos tempos, dialogando com esse também novo cidadão- consumidor?  Creio que, enquanto a turbulência não amaina,  políticos, governos e executivos,  evitam menção aos seus nomes e  almejam o anonimato, se possível a invisibilidade.

Assim, cabe ao Consultor, com independência,  isenção e com os instrumentos de intervenção adequados, para  tornar o ambiente corporativo  mais aberto, transparente e confiável,  propor a retirada dos códigos de ética ( que todas as envolvidas possuem) das gavetas das diretorias, das estantes, dos sites,   para discussão, atualização e disseminação das suas diretrizes por toda a organização, para todas as partes, em encontros periódicos, evidenciando o elevado grau de amadurecimento das empresas brasileiras, condizente com a expectativa do cidadão-consumidor atento, exigente e com pressa.

Luiz Affonso Romano é consultor organizacional, coach de consultores, professor do Curso de Desenvolvimento de Consultores, autor do Perfil das Empresas de Consultoria no Brasil – 2014, 2015 e 2016 -, do e-book “Consultoria: o que é isso, afinal?” articulista,  palestrante,  colunista da newsletter mensal “Ouvimos por aí” , do Administradores.com.br , diretor de consultoria organizacional do IBEFRio, diretor do Laboratório da Consultoria e presidente da ABCO – Associação Brasileira de Consultores.

 

 

 

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3 Comments

  1. Luiz Affonso Romano · 14 de maio de 2017 Reply

    O profissional deve ser implacável com as empresas/instituições que agridem
    o meio ambiente, expõem à venda produtos fora das especificações e
    validades, não entregam os serviços contratados, atendem mal, que não
    exercem boas práticas organizacionais, ou que violam preceitos éticos.
    Desliguem-se delas e vivam mais felizes.
    Luiz Affonso Romano

  2. Carlos R. Velloso · 2 de maio de 2017 Reply

    Temos que disseminar constantemente os princípios da Ética e da Integridade para que sejam incorporados à Cultura do povo brasileiro.
    Carlos Velloso é Consultor e diretor da ABCO

  3. Wallace Vieira · 8 de abril de 2017 Reply

    Amigo Romano. Boa noite
    Muito boa e oportuna, sobretudo contextuais, suas considerações sobre este triste momento que permeia a sociedade brasileira e, melhor ainda, a sugestão que oferece ao mundo acadêmico-corporativo, instigando-o a sua avaliação e crítica pela via do debate e releitura de seus respectivos códigos de ética. Parabéns,
    Wallace Vieira
    Presidente
    IARJ

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